Diário de bordo de viagem em comunidades ribeirinhas, em Santarém (PA)

Saiu no boletim de ontem do Portal Setor 3 uma reportagem  minha cobrindo uma viagem de ecoturismo na Amazônia.  Nela você vai encontrar relatos, dicas e lembranças. Vale a pena ler!

Jornalista paulistana relata sua viagem de uma semana em comunidades ribeirinhas em Santarém (PA)

Quer doar/trocar livros? Desapegue-se!

Começo de ano é sempre um bom período para encaminhar coisas, pois traçam-se planos para o novo ano e nos livramos de coisas antigas. Nessa época fazemos a tradicional faxina no quarto e separamos o que fica e o que vai. Mas nem sempre temos destino certo para tudo que vai.

Esse post pretende dar algumas dicas para doar os livros – sim, aquleles esquecidos em nossa estante, mas que tanto podem ser úteis para outras pessoas. O sebo sempre nos passa pela cabeça. Ele é uma opção…não nego. O problema é o preço pago por livro. Costuma ser muito barato (em torno de R$ 1 por unidade). O objetivo não é o dinheiro, mas que a venda seja a um preço justo. Já que o retorno financeiro não vale o real valor do livro, melhor doar. E já há bastante iniciativas que estimulam a doação ou a troca de livros.

Eu mesma entrei há pouco tempo na Biblioteca Mais Feliz e já pedi um livro sobre teoria da comunicação. É um sistema online em que qualquer pessoa ou organização não-governamental pode doar ou solicitar o livro de preferência. Para disponibilizar ou solicitar um livro, basta efetuar o login com preenchimento de cadastro. Você busca o livro que deseja na estante virtual ou disponibiliza – também na estante – o livro que você tem a oferecer. No meu caso, a simpática Fernanda – doadora do livro – entrou em contato comigo por e-mail e combinamos o envio do livro pelos correios. Estou aguardando a chegada dele!

Há também o projeto Livro Para Voar, da rede de postos de gasolina ALE. A iniciativa foi inspirada no BookCrossing (um conceito que tem a prática de deixar um livro num local público, para ser encontrado e lido por outro leitor, que por sua vez deverá fazer o mesmo). No Livre Para Voar você pode deixar os livros em postos de troca – oficiais (postos de gasolina da rede) ou não (estabelecidos pelos participantes como, por exemplo, locais públicos).

Segundo o site do Livre Para Voar, a ALE deu início ao movimento em 2008, distribuindo quase sete mil livros em 134 postos de gasolina nas principais capitais do país. O feito transformou o Brasil na maior rede de bookcrossing fora dos EUA – onde tudo começou.

O BookCrossing foi concebido em 2001 pelo programador Ron Hornbaker e baseia-se no conceito básico “Ler, Registar e Libertar”: Leia um bom livro, Registre-o no site para adquirir o número BCID (espécie de RG do livro) e Liberte-o, passando para um amigo ou deixando-o em um local público.

A característica comum às 3 iniciativas é que todo e qualquer livro integrante dessas bibliotecas não podem ser comercializados e, com a troca gratuita, o objetivo é democratizar a cultura e o conhecimento e incentivar a leitura. Sem falar no principal ponto em comum: o desapego! Rs…

Começando com o pé direito em 2011

Esse post é para comemorar! Não só o ano novo que entrou, mas as boas notícias que recebi de colegas que produzem as revistas Saber Viver (http://www.saberviver.org.br) – para a qual freelo desde 2005 – e que são voltadas para a temática do HIV/Aids.

Em 2011, a impressão e a distribuição da revista serão feitas pelo Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Essa parceria garante a distribuição da Saber Viver em todo o Brasil.

A conquista não é só da revista, mas sim, do ministério – que decidiu apoiar uma publicação de qualidade e que muito a auxilia na propagação de condutas para o tratamento da doença-, da sociedade civil de luta contra a Aids e das pessoas que vivem com HIV.

Os exemplares da revista serão enviados para as Coordenações Estaduais de Aids (no caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, também para as Coordenações Municipais), que distribuirão para as unidades de saúde e ONGs de cada estado. No Nordeste, a revista conta com a parceria da RNP Campina Grande para a distribuição na Bahia, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.

Outra novidade também é o blog (www.revistasaberviver.blogspot.com) que traz a discussão de temas atuais sobre o contexto da saúde e Aids e  que visa facilitar e ampliar a participação dos leitores na revista.

Parabéns à Saber Viver, liderada pela Silvia Chalub, e a todos os que colaboram para oferecer essa informação de qualidade que quebra preconceitos e orienta para a qualidade de vida. Essa, sim, é uma verdadeira prestação de serviço! 

Para entrar em contato, basta enviar um e-mail para: contato@saberviver.org.br

Conheça a história da revista

Desde 1999, a revista Saber Viver difunde conhecimento, quebra tabus e promove mudanças saudáveis em quem vive e convive com o HIV/aids. Lançada com uma tiragem de seis mil exemplares, distribuídos em apenas três serviços de saúde do Rio de Janeiro, em pouco tempo a revista ampliou seu alcance. Hoje são 90 mil exemplares distribuídos gratuitamente em todos os serviços públicos de saúde que atendem aids, de norte a sul do país.

Com matérias sobre tratamento, cuidados com a saúde, comportamento, direitos e uma seção de cartas, a publicação tem exercido um papel fundamental para a qualidade de vida e a auto-estima das pessoas que vivem com HIV.

Edições especiais da Saber Viver foram lançadas no decorrer dos seus 10 anos de existência: Saber Viver Mulher; Saber Viver Jovem; Saber Viver HIV/Tuberculose; e Saber Viver HIV/Hepatites são algumas delas. Em 2005, foi lançada a revista Saber Viver Profissional de Saúde, dirigida à equipe multidisciplinar de aids: médicos, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais.

As revistas Saber Viver têm apoio técnico e financeiro do Ministério da Saúde, através do Departamento de DST/Aids, de secretarias de saúde e de laboratórios de medicamentos. Ampliar a gama de parceiros é um fator fundamental para a sustentabilidade e a qualidade dessa iniciativa. A cada ano aumenta a lista de pedidos por exemplares da Saber Viver. Hoje mais de 170 mil pessoas estão em tratamento para aids no Brasil.

Todas as edições da revista são disponibilizadas no site, que recebe em média 900 visitas diárias, e enviadas por email para mais de 3.000 pessoas.

Sim, eu quero refil!

Estava postergando pra fazer esse post aqui, mas o momento chegou. E foi na hora em que a minha paciência acabou…rs.

Já faz um mês que tenho em meu carro uma sacolinha que me acompanha diariamente. Nela, alguns produtos que quebraram ou já se desgastaram e precisam de troca. Deixo no automóvel mesmo pela praticidade de, ao ir de um lugar ao outro, encontrar a loja específica para a demanda e já  providenciar a troca ou o reparo.

O primeiro foi uma pasta portfólio preta. Eu só queria mais plásticos para adicionar na mesma. Tamanha a dificuldade em encontrá-los, tive que comprar uma nova. Nesse caso foi até aceitável, já que eu precisaria de uma outra mesmo dentro de algum tempo. (0 ponto)

Com a faxina de quarto no fim de ano, reorganizei umas pastas e faltou o elástico de uma delas. Como o plástico da pasta ainda está muito bom, decidi não jogá-la e comprar apenas o elástico individual para reaproveitá-la. Doce engano. Já fui à papelarias de bairro (das pequenas às grandes) e pesquisei na internet. A última cartada foi a Kalunga. Resultado? Nada! Agora é tentar direto com algum produtor de pastas. Pode até parecer exagero, afinal, é só uma pasta. Mas não me é natural jogá-la em tão bom estado. (-1 ponto)

Depois veio a carga zerada de uma caneta. Uma daquelas boas, sabe? Decidi trocar pelo refil de uma nova. A saga foi a mesma que a da pasta. Por fim, encontrei uma boa – e ao preço de R$ 7 – em uma papelaria no shopping Bourbon, em São Paulo. (1 ponto)

Não poderia esquecer do meu carregador de celular veicular para o iPhone. Após 6 meses de uso, já pifou. Entrei em contato com a loja – que me vendeu – e que se negou a trocá-lo por causa do prazo de garantia que é de 4 meses. Levei-o a lojas de shopping especializadas em artigos para celular, mas nenhuma faz manutenção/ reparo dele. Pelo contrário, em todas elas os vendedores me aconselhavam a comprar um novo. Alegavam que é um produto barato (de R$ 40 a R$100) e que, se eu achasse conserto, o preço seria o mesmo de um novo. Como pode? 1- aconselhar a torto e a direito a compra de um produto sem tentar consertar o outro?/ 2- um conserto ser mais caro que um produto novo? Mas eu ainda não desisti do reparo. Irei à Rua Santa Efigênia logo mais. Nesse caso, só mesmo com a ajuda da Santa….rs. (-1 ponto)

Por último, veio o desgaste da escova de dente elétrica da Oral B. Já sabia que havia a comercialização do refil da escova, com 2 unidades. Só não sabia da dificuldade em achá-lo. Procurei em 4 farmácias, mas não encontrei. Naveguei muuuito pela internet. Quando encontrava algum anúncio, vinha seguido da mensagem “produto indisponível” ou “esgotado”. Foi em um site modesto, de uma farmácia que nunca ouvi falar, que encontrei o tal refil. Rapidamente adicionei ao carrinho virtual. Ufa! (1 ponto)

Saldo final da busca por refis e reparos: 0 ponto!

O resultado só mostra o desafio que nós, consumidores, teremos que driblar para adquirirmos produtos ecologicamente corretos, financeiramente viáveis e  socialmente aceitos. Talvez o primeiro passo seja a conscientização de cada um – que é o objetivo deste post. Mas seria bem interessante se surgisse um movimento boicotando os produtos que não possuem refis. Que tal?

Jumo: uma rede social para ONGs

Vai aí a dica de uma rede social que acabou de sair do forno: o Jumo!

Ela foi criada pelo Chris Hughes, co-fundador do Facebook e coordenador da campanha de Barack Obama para redes sociais. Com a mensagem “find. follow. support.”, a rede pretende interligar as organizações não governamentais, instituições, e outros órgãos a fim de mudar o mundo.

Nela você pode encontrar assuntos e organizações que te interessam e seguir as últimas notícias e atualizações nas páginas das organizações.

Acesse: www.jumo.com

Formação em educomunicação para rádio será realizada em janeiro

O ano está acabando e já é hora de começar a planejar os cursos para 2011. Um deles é o curso de formação em Educomunicação – módulo rádio -, realizado pelo Gens e pelo projeto Cala-boca já morreu, de 26 a 30 de janeiro de 2011, em São Paulo.

Com duração de 40 horas, o curso vai proporcionar teoria e prática do conceito de educomunicação – de produção à mediação e metodologia. Essa mesma formação em Educomunicação também é realizada para outros módulos: mídia impressa e vídeo.

A coordenação fica a cargo dos excelentes Donizete Soares (Professor de Filosofia, fundador e diretor do Instituto GENS de Educação e Cultura, diretor de relações institucionais do Projeto Cala-boca já morreu) e de Grácia Lopes Lima (Doutora em Educação pela FEUSP, fundadora e coordenadora do Instituto GENS de Educação e Cultura e do Projeto Cala-boca já morreu).

O investimento é de R$900,00 (pagamento à vista com 10% de desconto ou em 3x) ou R$450,00 (Professores da rede pública de ensino e estudantes). Digo que vale a pena investir! Há alguns anos participei da primeira turma do curso de Comunicação Comunitária, realizado também pelo Gens, e gostei muito. Bom conteúdo e ótima oprtunidade para networking.

Para mais informações e a ficha de inscrição, clique neste link ou  contate: (11) 3719-3098/ curso@educomunicacao.org.br.

Sexta tarefa – Avaliar é saber dar valor

Nem acredito que cheguei à tarefa 6, então última! Não porque o Caminho do Guerreiro seja muito loooongo, mas sim porque chegou o momento de avaliar o processo. Isso é tão difíííícil….

E eu não podia fazê-lo sozinha. Durante a caminhada, contei com o apoio de uma madrinha – mais conhecida como Dinda -, a Nati, natural de Porto Alegre, mas atualmente moradora da Argentina – por conta dos estudos. 

É incrível como uma rápida e simples intervenção em uma comunidade – como propõe o Caminho do Guerreiro – pode nos dar tantas dúvidas e desafios. A mim foi um exercício de paciência, reflexão e organicidade. Paciência por ter que esperar que as coisas acontecessem no momento em que deveriam acontecer. Reflexão sobre os processos, a comunidade e o sonho dela. E organicidade para pensar em novas saídas quando me deparei com alguns “nãos”, os quais não esperava. Mas mesmos com essas curvas no caminho, consegui atravessar.

O caminho me deu um pequeno gostinho do que me espera no programa, em janeiro. Me deparava muitas vezes pensando em como seria minha intervenção se eu tivesse outros guerreiros por perto para auxiliar. Fiquei sonhando – muuuitas vezes – com essa possibilidade e maravilhosidade (essa palavra existe?!) (rs).

Como uma pessoa exigente que sou, sempre acho que poderia ter sido melhor e que o resultado poderia ter sido mais transformador. Mas como diz uma prima minha: “é o que temos para hoje!” (rs). A frase não me acomoda a ponto de aceitar as coisas que não gosto, mas me faz sentir que o que foi feito era o suficiente para aquele processo.

Agradecimentos

Não poderia deixar de citar alguns nomes aqui. Seria ingratidão da minha parte. Para não haver ciúmes, citarei os nomes conforme vêm em minha mente, e não, em grau de importância, ok?

Dinda Nati –  o apoio, a escuta, os conselhos e a determinação dela me fizeram seguir adiante. Apesar da distância, Nati parecia estar sempre ao meu lado, principalmente nas madrugadas – período em que sempre conversávamos.

Val – pela paciência em esperar que eu terminasse o caminho e por sempre estar à disposição para tirar dúvidas e dar orientações sobre o processo.

Mari Felippe – pela brilhante idéia para que eu captasse recursos para fazer o GSA.

Edgard – por ter-me apresentado ao Oasis – que me abriu portas, caminhos e corações!!!

E, finalmente, à comunidade São João Batista – pela acolhida, pelas conversas, risadas, momentos de dúvida, o cházinho com bolachas das aulas noturnas, mas principalmente por me permitir sonhar o sonho dekes e sentir-me uma aspirante à guerreira!

A todos o meu MUITO OBRIGADA!!!

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